quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

30 anos


Comecei a ouvir Beatles como fã lá pelos meus 11, 12 anos. Sempre achei Paul o mais bonito, mas adorava o John e nunca vou esquecer o dia em que ele morreu. Só soube da notícia no dia 9 de manhã, eu já estava de férias do colégio e corri para a televisão (não existia internet naquela época, é sou uma dinossaura).
Chorei muito, sempre fui muito mais emoção do que razão, quis estrangular quem tinha feito aquilo.
Bom, mas o que eu queria escrever sobre ele é que após sua morte, li tudo o que podia a respeito dele e dos demais beatles. Até hoje tenho todas as revistas especiais que foram publicadas sobre ele. Anos depois comprei o primeiro livro biográfico.
Já na faculdade de Jornalismo, em meu primeiro ano, meu professor de Língua Portuguesa, Sérgio Guidi, pediu que fizéssemos um trabalho, no estilo monografia. Meu tema: John Lennon.
Acho interessante, que após conhecer Yoko, ele começou a se interessar pelo que realmente valia a pena lutar. E foi isso que me fez admirá-lo como pessoa e não como beatle. Gosto da Yoko pelo que ela acrescentou à vida dele. Não acho que ela seja a causadora da separação. Por tudo que li até hoje, a situação estava desgastada. Ela foi apenas alguém em que os fãs resolveram colocar a culpa, seja por ela não ser nenhum modelo de beleza tradicional, ou seja por que ela foi a causa da separação do casal John e Cynthia.
Lembro uma época, da minha adolescência, que era Deus no céu e John na terra (mesmo ele já tendo falecido). Era uma época em que ele era tudo, ninguém podia falar mal dele, criticá-lo, que eu já brigava. Eu o colocava num pedestal, como se ele fosse o homem perfeito, sem defeitos, sem nada. Simplesmente, aquele homem em que num período da sua vida, levantou bandeiras, fez manifestações em prol do fim das guerras, da paz.
Tempos depois e no auge dos meus quarenta e tantos anos, eu vislumbro Lennon de outra forma, que não aquela da adolescência e nem aquela da minha monografia, mas o homem Lennon, que tinha seus defeitos, suas manias, cometia seus erros e acertos. Mas, a essência do meu sentimento por ele continua o mesmo. Admiro-o muito mais agora, do que antes, porque hoje eu tenha a serenidade, a maturidade de colocar minha paixão de adolescente que descobriu um mundo novo, de lado.
John sempre vai ser aquele homem que era um gênio. Escrevia canções como poucos, e na maioria das vezes, nem um pouco comerciais. Acredito, que escrevia o que sentia, não importando quem ia gostar, ou não. Isso é que fazia daquele homem ser John Lennon.
Estou aqui, hoje, mais para prestar uma homenagem a este homem que admiro, do que comentar sobre sua vida, porque isso todos os fãs conhecem, ou sobre seu assassino, porque não vou perder meu tempo com ele.
Mas, não seria interessante saber como seria (não fisicamente) Lennon hoje? E o quer teria feito nesses 30 anos?

1 Comments:

Blogger Bochi Design Industrial&Comunicação said...

Minha admiração por cada um dos Beatles veio tardia. Não os acompanhava ou ouvia na adolescencia. Qto mais fui gostando e me envolvendo com a "música", sem ser músico- Radialista/DJ e amante do que é bom- é que passei a conhecer melhor e respeitar muito. Tenho um carinho especial pelas músicas de George.
Que bom descobrir uma beatle-maníaca entre meus ex-colegas. 💟☯️🙏 Gled

quinta-feira, 19 de novembro de 2020 às 02:41:00 BRT  

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